Ombro

Tendinite Calcária do Ombro: Tratamento

O acúmulo de cálcio no tendão causa dor intensa. A terapia por ondas de choque é uma das opções mais eficazes e não invasivas.

Abaixo você encontra o que é, por que acontece, quais sinais merecem atenção, como o diagnóstico é feito e quais são as opções de tratamento, do menos ao mais invasivo.

Será que é isso que você sente?

A dor apareceu de repente, forte, sem que você tivesse feito nada diferente. Levantar o braço ficou quase impossível e a região dói só de encostar. Melhora por alguns dias e depois volta com a mesma intensidade.

O que é tendinite calcária

A tendinite calcária é a formação de um depósito de cálcio em um dos tendões do ombro, com frequência no manguito rotador. Pode causar dor intensa e súbita, que piora com o movimento e à noite. Nem sempre a causa é definida, e o diagnóstico é confirmado por exame de imagem que localiza a calcificação.

Por que isso acontece

O depósito de cálcio no tendão nem sempre tem causa definida. Pode se relacionar a alterações na circulação local do tendão, à sobrecarga e a fatores metabólicos. É mais comum entre 30 e 60 anos.

Fatores de risco

  • Alterações na circulação local do tendão
  • Sobrecarga do ombro
  • Fatores metabólicos
  • Faixa etária entre 30 e 60 anos

Sinais e sintomas

  • Dor no ombro súbita e intensa
  • Dor que piora com o movimento e à noite
  • Limitação para levantar o braço
  • Sensibilidade ao toque na região
  • Crises de dor forte que vão e voltam

Sinais de alerta

  • Dor súbita e muito intensa que não cede com repouso
  • Febre junto com a dor no ombro
  • Vermelhidão e calor na região

Quando procurar o especialista

Procure o especialista quando a dor no ombro é intensa, aparece de repente ou não melhora com repouso. O exame de imagem confirma a calcificação e orienta o tratamento.

Como é feito o diagnóstico

O exame localiza a dor e avalia a limitação dos movimentos; a confirmação vem por imagem (raio-X ou ultrassom), que mostra o depósito de cálcio no tendão e o seu tamanho. Isso ajuda a definir a melhor abordagem para cada caso.

  • História clínica: o que você sente, desde quando, o que piora e o que alivia.
  • Exame físico: testes de movimento, força e estabilidade, e os pontos que reproduzem a dor.
  • Exames de imagem: entram para confirmar o que a avaliação clínica já indicou.
  • Ressonância e outros exames: apenas quando o resultado muda a conduta.

Mitos comuns

Dor sempre significa mais lesão.
A intensidade da dor nem sempre corresponde ao tamanho da lesão. Uma dor forte pode vir de um problema simples, e alterações grandes no exame podem incomodar pouco ou nada.
Cirurgia é sempre necessária.
Na maior parte dos casos, não é. A cirurgia entra quando existe indicação clara, e depois que o tratamento sem cirurgia foi conduzido de forma adequada.
Repouso é o melhor tratamento.
Repouso prolongado costuma atrapalhar. O corpo perde força e mobilidade, e a dor tende a se manter. Movimento orientado faz parte do tratamento, não o contrário dele.
O que aparece no exame de imagem explica a dor.
Nem sempre. Muita gente sem dor nenhuma tem alterações no exame. A imagem ajuda, mas o diagnóstico vem da história e do exame clínico interpretados junto com ela.

Opções de tratamento

  • Mudanças de hábito, no que sobrecarrega a articulação no seu dia a dia.
  • Exercício orientado, para devolver força e movimento.
  • Medicação, quando é preciso controlar a dor para conseguir se mover.
  • Fisioterapia, conduzida junto com o acompanhamento médico.
  • Procedimentos guiados por ultrassom, aplicados no ponto exato.
  • Medicina regenerativa, quando indicada.
  • Cirurgia, apenas quando realmente necessária.

Como eu conduzo o seu caso

Antes de qualquer conduta, eu escuto. Quero saber há quanto tempo dói, o que a dor impede você de fazer hoje e o que você quer voltar a fazer. É isso que orienta tudo o que vem depois, e não o contrário.

A abordagem é sem cirurgia na maioria dos casos: controle da dor, reabilitação e terapia por ondas de choque, que estimula a reabsorção do cálcio e a recuperação do tendão. Procedimentos guiados por ultrassom podem ser usados em situações específicas. A cirurgia é reservada a poucos casos que não respondem ao tratamento.

O que esperar do tratamento

A dor costuma ceder de forma gradual com o tratamento, e as ondas de choque podem ajudar a reabsorver o cálcio ao longo das sessões. Os retornos acompanham a resposta e ajustam o plano quando necessário.

Perguntas frequentes

É um depósito de cálcio no tendão cuja causa nem sempre é definida; o exame de imagem confirma o diagnóstico.

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Se algo que você leu aqui se parece com o que você sente, vale procurar uma avaliação. Entender a origem da dor é o primeiro passo, e ele começa por uma conversa sobre a sua história, não por um exame isolado.

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